Crítica – Para Sempre Alice (Filme)

Você já imaginou como seria sua vida se de uma hora pra outra se desse conta de que não teria mais as suas melhores lembranças?
Não, vamos fazer diferente. A falha não seria apenas nas melhores lembranças, mas em qualquer uma delas. Seja boa, ruim, de agora ou de ontem. Se sua vida começasse a ser uma nova folha em branco todos os dias, onde de repente você não lembrasse onde está, onde mora, o que está fazendo, quem são as pessoas que estão ao seu redor…
Esquecer o nome do seu filho ou até da sua namorada. Já pensou como seria viver assim? Com uma memória em branco, onde você escreve algo e em questão de minutos pode se dar conta de que ela foi completamente apagada?
Parece meio tenso, coisa de ficção científica. Mas não é. Isso é real, e é o que vimos acontecer com a personagem de Juliane Moore no filme “Para Sempre Alice”. É sobre ele que vamos falar agora, em mais uma crítica.
Em “Para Sempre Alice”, Julianne Moore é uma dedicada e importante professora, além de autora de livros, que se encontra em uma fase da vida um pouco mais complicada do que ela gostaria.
Aos 50 anos ela começa a se dar conta de que está tendo alguns pequenos lapsos de memória, coisas inicialmente tolas, mas que pra ela começa a ser significativamente preocupantes. É nesse momento que ela recebe a notícia de que está sofrendo do mal de Alzheimer.
Como já é de se esperar, isso cai como uma bomba não só pra ela como pra toda a família. Não é comum essa doença ser diagnosticada em alguém tão jovem, isso ocorre apenas em casos muito raros. E esse é o caso de Alice.
Buscando uma forma de encarar a doença e levar a  vida adiante, Alice segue sua vida da melhor maneira possível, contando com o apoio do marido e dos filhos. E aproveita esse momento tão delicado para se reaproximar da sua filha mais nova, com quem naturalmente tinha alguns conflitos.
A partir daí vocês já podem imaginar como vai ser o desenrolar de todo o filme. Baseado na obra de Lisa Genova, o roteiro mostra a vida de Alice no trabalho e em família, abordando pontos importantes da mesma, como o momento em que a doença começou a afetar dentro de sala de aula, fazendo com que os alunos fizessem queixas sobre ela à coordenação da faculdade onde lecionava, além de quando esqueceu de uma de suas filhas e conversou com ela como se estivesse falando com uma estranha.
Alice e um de seus filhos.
É claramente perceptível as relações familiares que cercam a protagonista. Se em um momento temos a impressão de que todos estão ao lado dela e que irão apoiá-la sempre que possível, por outro observamos que eles estão mais preocupados com suas vidas do que em “perder”seu tempo com aquela que os criou e os deu a melhor educação possível. Trabalho, filhos, compromissos. Qualquer coisa é um motivo para se afastar de Alice, que em certa ocasião se vê sozinha em casa, apenas conversando com sua filha a distância pelo computador, e fica prestes a se matar logo em seguida.
O pior desse mal é a solidão que muitas vezes as pessoas sofrem. E Alice passa muita parte do tempo sozinha.
Conseguimos enxergar claramente o quanto a doença vai transformando a vida da personagem. A interpretação de Moore é tão perfeita que seria a maior injustiça do mundo se ela não tivesse recebido o Oscar pelo filme. Se no início vemos uma mulher atraente e completamente disposta, nas últimas cenas conseguimos ver uma pessoa triste, cabisbaixa, muitas vezes se comportando como uma criança que precisa de afeto e atenção, pedindo por carinho. Em uma das cenas mais tocantes do filme, Alice se vê perdida dentro de sua própria casa sem lembrar qual o caminho do banheiro.
Em outra, ela precisa riscar com uma marca texto as linhas de uma folha que está lendo, para não correr o risco de ler a mesma linha dezenas de vezes. Não é por acaso que esta crítica está se apegando tanto a personagem de Juliane e deixando de citar os demais atores, como Alec Baldwin, que interpreta o marido de Alice, ou Kristen Stewart, que interpreta sua filha mais nova. O caso é que não existe nada além de Alice nesse filme. Ela rouba toda a cena, do jeito que deve ser. Uma interpretação primorosa e um filme que beira a perfeição.
O que podemos tirar de mais importante de “Para Sempre Alice” é que a conscientização a cerca da doença deveria ser algo diário na nossa sociedade. As pessoas simplesmente esquecem daqueles que estiveram ao seu lado por tanto tempo e os abandonam simplesmente por perceberem que a situação está se agravando. E vimos isso claramente no filme, quando apenas a filha caçula de Alice está ao seu lado nos momentos finais da trama.
O filme de estreia de Sarah Polley como diretora se mostrou um projeto lindo, que teve sim algumas pequenas falhas de percurso, mas que foram apagadas diante da primorosa interpretação de Moore.
Alice e sua filha caçula.
Sei que muita gente está esperando que eu fale sobre a interpretação de Kristen Stewart no filme. Quem me conhece sabe que eu não sou de meter o pau em ninguém, quando eu não gosto de algo eu prefiro não falar sobre ela do que criticar sem fundamentos. Mas confesso que em algumas cenas do filme eu só enxergava a Bela de Crepúsculo. E não estou falando isso apenas por falar. Mas as expressões da personagem, a maneira de colocar o cabelo atrás da orelha e franzir a boca, em uma cena da cozinha, era a Bela. Não dá pra fugir. Porém, no desenrolar da história, a personagem começa a ganhar um carisma maior quando sua aproximação com a mãe vai ganhando mais fôlego, e isso dá uma emoção à sua atuação. Eu queria ver mais expressões faciais e uma atuação mais viva, mas não vi. Mas Moore tinha uma luz tão grande que acabou por transmitir um pouco para Kristen, e algumas cenas das duas juntas é lindo e digno de emoção.
Enfim, esse é um daqueles filmes que vale a pena pagar o ingresso. Vale a pena comprar a inteira do cinema, se você não tiver carteirinha de estudante. Vale a pena participar de promoções e concorrer a um ingresso que seja. Vale a pena porquê é uma lição de vida e passa uma mensagem que vai além do esperado. Assistam. Se o filme foi bom, acredito que o livro deva ser mil vezes melhor.
Dou um 9,5 pelo conjunto da obra e 10 em uníssono para Juliane Moore. Mas isso eu nem preciso dizer, ela ganhou o Oscar, né?
E quem quiser concorrer a um livro de “Para Sempre Alice” mais um par de ingressos, clica na imagem abaixo e participa da promoção.
Espero que vocês tenham gostado da crítica e que também gostem do filme. Depois voltem aqui pra dizer o que acharam.
Até mais e continuem com a gente aqui no Leitores Anônimos.
E pra quem não sabe, segue todas as redes sociais pra vocês me acompanharem.
Fontes: http://www.leitoresanonimos.com.br/2015/03/critica-para-sempre-alice-filme.html?m=1

Crítica: Divertida Mente | O que esperar da nova animação da Pixar?

Este ano está sendo um daqueles que a gente tem que quebrar todos os nossos porquinhos e raspar as economias para garantir nosso lugar no cinema. Um ano em que filmes maravilhosos estão entrando em cartaz, um atrás do outro, e quanto melhor é um filme, mais ansioso ficamos pelo próximo, seja de que estúdio for.
Agora foi a vez de correr para o cinema para conferir mais uma animação, e podemos dizer que não é apenas “mais uma”, mas sim “A Animação”.
Então amiguinhos, se segura na poltrona que estamos entrando em mais uma crítica cinematográfica do Leitores Anônimos.

Depois de sucessos estrondosos e super criativos como Toy Story, que mostrava o mundo dos brinquedos; Procurando Nemo, com os peixinhos sendo sequestrados do mar e vivendo nos aquários, além da busca incansável de um pai pelo seu filho; Monstros S.A., com o nosso medo dos monstros e como isso influencia na vida deles, lá naquele universo meio louco e diferente onde nós somos as ameaças; a Pixar mais uma vez colocou a mente pra funcionar e sem querer fazer trocadilhos fez um filme realmente divertido. Muito Divertido. E com uma mensagem por trás que vai além da diversão.

Divertida Mente traz a tona uma pergunta que já devemos ter feito para nós mesmos uma infinidade de vezes: o que se passa na nossa cabeça? ou, o que se passa na cabeça das pessoas?
Pra início de conversa, acompanhamos a vida de Riley desde o seu nascimento, no momento em que seu cérebro começa a funcionar e o primeiro sentimento marca presença. Assistiremos a animação vendo como as coisas acontecem de dentro pra fora, como o cérebro conduz nossas reações e sentimentos e como nossa personalidade é construída, através da Riley. A Alegria é a primeira a marcar presença, mas isso não demora, afinal, um bebê tem muitos sentimentos se alternando de maneira rápida, e logo, Tristeza, Raiva, Medo e Nojinho chegam para fazer companhia e conduzir a vida da garotinha.

Raiva, Nojinho, Alegria, Medo e Tristeza

As cinco emoções tem características e cores próprias, o que serve para ajudar a diferenciá-las e a entendermos muito bem quem é cada uma. A Alegria, por exemplo, tem uma cor pra cima, enquanto a raiva tem uma cor quente.
Neste momento, devemos aplaudir a Pixar, mais uma vez.
Uma coisa é você mostrar a vida dos bonecos (Toy Story),  outra é você personificar os sentimentos. E foi algo que o estúdio conseguiu com maestria.

Logo que o filme começa, nós entendemos quais são os fatores que contribuem para que a personalidade de Riley seja constituída. Atitudes da infância serão levadas muito em conta, e alguns momentos são cruciais para transformar a criança em adulto. A Psicologia existente em Divertida Mente é do tipo fácil de entender, mas que possui uma complexidade incrível. É impressionante como eles conseguiram pegar um tema tão “diferente” e transformar em um filme para crianças, que ao meu ver, vai agradar a todos os públicos.

Riley

Voltando para o filme: em uma enorme confusão na sala de controle do cérebro de Riley, A Alegria e a Tristeza são lançadas para fora da plataforma, e o local fica sendo controlado apenas pelos demais sentimentos. Imagine se sua cabeça só tivesse lugar para a raiva, o medo e o nojinho? Como você se sentiria sem ser feliz ou sem a tristeza?

Bem bolada essa pergunta, né?

Entramos em mais uma esfera que fica implícita na animação: o mal do século, a depressão.
É bem óbvio que Riley está entrando em uma depressão, mesmo que isso não seja dito de maneira clara, com todas as palavras. Mas a ausência da alegria e da tristeza na vida da garota a levam a tomar atitudes que até então nunca haveria imaginado fazer. Enquanto a vida de Riley se torna uma loucura, e todas a sua personalidade vai se moldando devido a essas alterações comportamentais, Alegria e Tristeza percorrem o cérebro, conhecendo diversos setores, e tentando a todo custo voltar para a sala de controle. Sem elas, tudo se torna uma bagunça.

Alegria e Tristeza

Essas duas são as grandes estrelas da animação, pois se no início do filme nós vemos uma alegria tentando aprisionar a tristeza dentro de um círculo imaginário, em outro nós passamos a entender que a tristeza também tem sua importância, que é muito grande por sinal.
Ficar triste não é ruim, é bom. Essa é a mensagem que o filme passa, que a tristeza é algo que devemos aprender a conviver e que vai nos ajudar em muitos momentos de nossas vidas. Ela não deve ser vilanizada, mas deve andar de mãos dadas com a alegria. Juntas elas formam uma dupla imbatível. Além disso, a imagem da tristeza é algo tão fofo e ingênuo que dá vontade de você apertar e colocar ela no colo. Mas acho que se isso acontecesse eu iria acabar me sentindo triste, né? Ou ela que ia ficar feliz? Enfim, não sei.

A Alegria é excessivamente positiva 24 horas por dia. Ela tem uma saída legal para qualquer momento ruim. Enquanto a Raiva adora se sentir ofendido e buscar seus direitos a todo custo. A nojinho, com aquele seu jeitinho de patricinha mimada, é toda “não me toque”, e aparenta estar sempre limpinha e na moda, uma celebridade cerebral. O Medo, por sua vez, mostra a importância de ser prudente, de ter cuidado, assim, a vida se torna muito mais segura.

Além de tudo isso, em determinados momentos a animação mostra o que se passa na cabeça dos pais de Riley. São momentos que tiram boas gargalhadas. Afinal, toda cabeça possui a mesma dinâmica. No final do longa também conhecemos um pouco mais dos outros personagens, e até dos animais. Então, prestem atenção, é muuuuuito legal.

As dublagens são maravilhosas, tanto na original quanto na nacional. Normalmente eu sempre prefiro assistir filmes legendados. Porém, a equipe de dubladores de Divertida Mente no Brasil deu um show. Enquanto que no áudio original a Alegria é dublada por Amy Poehler, temos Miá Mello mandando ver por aqui; A Tristeza tem Phyllis Smith por lá e Katiuscia Canoro aqui, que merece aplausos por ter conseguido ser tão triste e tão fofa ao mesmo tempo. A Nojinho ficou sob a interpretação da maravilhosa Dani Calabresa, enquanto que nos Eua a Mindy Kalling cuidou da personagem.  Lewis Black e Léo Jaime são as vozes da Raiva, lá e cá, respectivamente, e Otaviano Costa deu voz ao Medo, que nos EUA pertenceu a Bill Hader.

O trabalho brilhante de Peter Docter, Meg LeFauve e Josh Cooley, nos leva a uma viagem impressionante pelo cérebro. Parei várias vezes e me imaginei naquelas situações, consegui entender um pouco da minha bipolaridade, que me deixa feliz num momento e muda meu humor drasticamente em seguida. Acho que minha Alegria e Tristeza brigam constantemente uma com a outra. Mas, aprendemos a dar valor a cada um de nossos sentimentos, e ouso aqui dizer, os adultos aprenderão uma lição, tanto quanto as crianças se divertirão.
Filme perfeito e muito bem estruturado. Mais um super sucesso da Pixar que nos envolve e emociona. Podemos colocar esse filme no hall da fama, com certeza, pois merece todos os aplausos possíveis, tanto em se tratando de diversão quanto de ensinamento. Ou vocês acham que cinema serve apenas para entreter?
Não darei menos que 10 para a animação. Gostaria de dar mais.
Nesse momento a Raiva dentro do meu cérebro está querendo soltar alguns palavrões achando que estou sendo injusto com a nota, pois merecia um 100. A Alegria está fazendo festa de tanto que gostou, enquanto que o Medo está questionando que essa crítica possa não ser lida por vocês, que podem achá-la chata. A Nojinho ainda está reclamando porquê eu sentei na poltrona sem verificar que havia um chiclete grudado no braço da cadeira, enquanto a Tristeza está se lamentando porquê a crítica chegou ao final. Mas a Alegria já voltou e disse a todos que vocês vão amar,  o que significa que estamos todos bem e eu estou feliz por ter visto um filme tão legal.

Vale a pena sair de casa e ir pro cinema. Muuito a pena.
Recomendado.

Fontes: http://www.leitoresanonimos.com.br/2015/06/critica-divertida-mente.html?m=1

Crítica: Vingadores – Era de Ultron

Se tem uma coisa que eu gosto, e todo mundo aqui já percebeu, é fazer as minhas velhas e boas críticas cinematográficas. Tanto quanto fazer as resenhas literárias. E quando se trata de algo que eu gosto, então, vira um prato cheio. Se eu não curtir, nem rola.
Dessa vez, estive na pré-estreia de um dos filmes mais aguardados do ano, que tenho certeza, irá bater recordes de bilheterias e público.
Vingadores – Era de Ultron, nos encheu de expectativa e ansiedade desde o momento em que foi anunciado. Quando ainda estava na mente de seus idealizadores. Agora, enfim, chegou o momento de correr para o cinema e conferir essa super produção que nos deixou com gostinho de quero mais.
Com uma ligação direta com os outros filmes do pacote “Marvel”, Era de Ultron mostra que está ligado diretamente com os acontecimentos que envolveram o filme anterior, Vingadores, assim como com os fatos de Capitão América, I e II. A Hidra ainda se mostra de pé, com seus planos malignos, e nossos heróis precisam ser fortes e resolver toda a zona que os vilões vem causando. Além disso, se vocês acham que as referências e ligações acabam por aí, o universo dos X-men está claramente jogado na nossa cara, assim como de Guardiões da Galáxia. Isso porquê não vou citar o lógico, Thor,
Homem de Ferro, e assim por diante.
Como já sabemos, o primeiro filme de uma série serve para mostrar como o universo será apresentado ao público, como todos os integrantes de uma equipe virão a interagir entre si, quais serão seus pontos negativos e positivos, quem é o engraçado, o sério, o ranzinza, e assim sucessivamente. Em seguida, quando um segundo filme ganha as telas, supomos que já deve existir uma química entre os personagens e que nenhuma apresentação a mais se faça necessária. Eles já se conhecem, já estão entrosados. O quebra pau deve ser grande e a mágica tem que ser feita.
É exatamente isso que acontece em “Vingadores – Era de Ultron“. O filme já começa com uma sequência eletrizante, com muito tiro, porrada e bomba. Literalmente. A equipe de heróis aparecem em ação já nos primeiros segundos e por um momento eu imaginei que o filme tivesse iniciado já na metade. Que houvesse acontecido uma falha do cinema e eles não iniciaram o filme por onde deveria, o início. Porém, logo tudo começa a se explicar, e começamos a entender o que está se passando.
 
Não pisque, não olhe para o lado. Você pode perder algo importante nesses primeiros minutos.
Feiticeira Escarlate e Mercúrio: prestem atenção nos sotaques.
Também é nessas primeiras cenas que já damos de cara com os novos personagens inseridos na trama: Mercúrio e Feiticeira Escarlate. Essa era uma das grandes dúvidas que eu tinha: como os personagens do universo X-Men seriam inseridos na trama? Posso dizer agora: de maneira excelente.
Os Vingadores 2 nos traz como tema central uma criação de Tony Stark que tinha como finalidade proteger o mundo. Um Sistema de Inteligência Artificial que iria, e muito, facilitar o trabalho dos heróis, para que enfim pudesse ter tempo para viverem suas próprias vidas. Porém, algo dá errado e Ultron, desenvolvido por Stark, se ergue e decide ser “o invencível”. Dominar o planeta e causar a extinção da raça humana, mas para isso ele precisa tirar do seu caminho uma pedra chamada Vingadores.
É justamente em frente a esse risco global de extinção que Capitão América, Thor, Homem de Ferro, Viúva Negra, Hulk e Gavião Arqueiro irão deixar suas animosidades de lado e se unirem em mais uma grande missão. E que missão.
São 2h22 de duração que conseguem distribuir de maneira magnífica as cenas de combate com as de humor e calmaria. Mesmo que o filme tenha um ritmo constante, cheio de atividades alucinantes e muita correria contra o tempo para que o planeta não seja destruído, conseguimos ver que cada personagem conseguiu seu devido espaço e que ninguém ficou pra trás nessa missão. Os estreantes Mercúrio, interpretado por Aaron Taylor-Johnson, e a Feiticeira Escarlate, vivida por Elizabeth Olsen, são alguns dos grandes destaque desse filme, que desde sua aparição inicial, logo no início da trama, já conseguem nos conquistar com seus olhares e movimentos. O sotaque do Mercúrio é algo bem marcante e que consegue ser passado de um jeito super legal. Ponto pra o ator. A Feiticeira é sem sombra de dúvidas linda, inteligente e esperta. Não vejo a hora de que o próximo vingadores chegue. O único fator que incomoda um pouco é o fato de que eles não são chamados de mutantes em nenhum momento, isso graças aos direitos dos personagens dos X-Men pertencerem a Fox. Então usar a palavra “mutante” é terminantemente proibido.

Sobre os demais, o Homem de Ferro continua sendo o velho e amado Homem de Ferro. Robert Downey Jr continua a dar de maneira genial a sua alma ao personagem que consegue ser metido, milionário, playboy e filantropo, mas sem perder a ternura. Se uma piada tiver que sair em algum momento, mesmo que seja constrangedor ou impróprio, será dele que virá.

Chris Hemsworth, o todo poderoso Thor, filho de Odin, Deus do Trovão… Enfim, não tem o que dizer. Ainda possui seu ar de galã de outro mundo e seus toques de comédia quando necessário.
Se viram os trailers devem ter percebido uma festa em que todos os heróis resolvem descobrir qual o segredo do Martelo que só obedece ao deus. A cara dele quando o Capitão América, um dos mais dignos de todos os tempos, pega no objeto, é hilária. Deu pra notar como ele respira aliviado em seguida.

Hulk e sua consciência animalesca ainda é o mesmo. Banner demonstra sua angustia em não conseguir controlar como gostaria o monstro que vive dentro dele, e as cenas dele com a Viúva Negra são de muito bom gosto.

Por falar em Viúva Negra, a grande surpresa fica por conta do espaço dado a ela e ao Gavião Arqueiro.
Conhecemos melhor essa mulher cheia de mistérios, e talvez isso seja apenas um sinal de que ela esteja prestes a ganhar o seu filme solo, depois de todo mundo tanto solicitar.
Sobre o Gavião, preciso fazer uma revelação: nunca entendi muito bem o motivo dele ter sido recrutado para a iniciativa Vingadores. Ele era só um cara com um arco e flecha. Bom de mira, sim, mas só isso. Sem nenhum super poder. (Minha opinião, eu sei que eu estava equivocado)
 
Eu estava completamente errado quanto ao meu conceito. O Gavião Arqueiro é um dos grandes destaques desse filme, revelando segredos e mostrando que não se precisa de super poderes para ser um herói, muito pelo contrário. Se no primeiro filme ele pareceu apagado, nesse ele ganha tanto destaque que já se tornou um dos meus preferidos. Não se trata de um homem comum com arco e flecha, mas do que esse homem comum pode fazer quando se tem um objetivo. As falas do personagem, em determinados momentos, é capaz de nos fazer ter vergonha de todas as vezes em que o julgamos. Enfim, um grande e merecido destaque ao personagem.  Ganhou mais um fã.
  
Mas, se estamos falando de heróis não podemos deixar de falar do vilão: Ultron.
Aplausos e mais aplausos a James Spader por ter dado a voz a um personagem tão marcante e multifacetário. Sim, multifacetário, porquê mesmo sendo uma máquina, inteligência artificial, Ultron tem um ar aterrorizante e mesmo assim cômico. Ele carrega em si um pouco do DNA do seu pai, Tony Stark. Pois mesmo que ele se negue a isso, ele nada mais é do que uma criação do homem de ferro. Um filho rebelde que renega a família e não aceita os laços de sangue. Ou seria laços tecnológicos? Enfim.
Se temos medo de Ultron, pela sua aparência invencível, podemos tremer pela sua voz arrepiante.
Ultron
 

Ultron é criação de Stark, como já sabemos. Mas também temos foco na criação de Ultron, o Visão.

Interpretado por Paul Betany, o herói que possui em sua testa uma das pedras do infinito, é uma criação do vilão Ultron que tem como finalidade se transportar para o corpo invencível, saindo da máquina em que habita. Porém, os Vingadores são mais rápidos e Visão “nasce” graças a Stark e Banner.
Paul é excelente na interpretação e passa um ar de paz e tranquilidade. Suas falas são sempre tranquilas, e mesmo que tenha que lutar ele mostra que o melhor caminho é o diálogo. Mas a gente sabe que nem sempre isso funciona na prática.
Visão: a criação de Ultron
 

O elenco ainda traz nomes como Samuel L. Jackson, Andy Serkis, Stellan Skarsgard, Hayley Atwell e Anthony Mackie, que viveu o Falcão em Capitão América: Soldado Invernal, e retorna mostrando mais uma vez que não perdeu as suas asas.

Joss Whedon, que dirigiu e também cuidou do roteiro de Avenger: Age of Ultron, se saiu muito bem e entregou ao público um filme completo, cheio de cenas espetaculares e uma complexidade temática maravilhosa. Levantou a questão da Inteligência artificial e ainda nos presenteou com uma sequência de luta maravilhosas, principalmente no que diz respeito ao Hulk contra a Hulkbuster. Lembrando que o filme não se resume a isso, mas sei que é um dos momentos mais esperados.
Nota 9,5 para Vingadores. Filme mais do que recomendado e já quero ver de novo. Termina dando a deixa pra o que pode ser esperado em Capitão América: Guerra Civil e também nas duas partes de Vingadores: Guerra Infinita. E digo mais, acho que enxerguei ali uma visita de nosso Star Lord no próximo filme, já que Tanos deu o ar de sua graça de maneira singela e sorridente.
Ah, e fiquem até o final, tem cena pós-créditos, tá? Se tratando de Marvel, sempre tem cena pós-créditos.
Fonte: http://www.leitoresanonimos.com.br/2015/04/critica-vingadores-era-de-ultron.html?m=1

Crítica – Jurassic World

Se tem uma coisa que eu adoro fazer, e todo mundo sabe, é as minhas críticas de cinema. Principalmente quando se trata de um filme que eu estou louco pra ver e apostando todas as minhas fichas. Foi exatamente isto que aconteceu na noite desta última quinta-feira quando os portões do Jurassic World foram abertos para todos nós, visitantes.
Pra início de conversa, Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros, se passa anos depois do episódio que ocorreu no último filme. Agora, o parque está funcionando a pleno vapor, há anos, e é um verdadeiro recorde de público. Pessoas do mundo inteiro vem visitar e conhecer aquelas maravilhas da pré-história, que são controladas e utilizadas para o entretenimento humano. Quando digo “controladas” não estou falando de nada robótico, mas de organização. O parque se mantém organizado, como um zoológico, onde os animais vivem em seus “habitats naturais”, em segurança, para que o público possa ver e até interagir com eles. Alguns deles, no caso.
Temos então um local mágico, onde o homem brinca de ser Deus e cria criaturas que não deveriam estar na face da terra.
Nisso, o filme lembra o primeiro. É impossível não lembrar. O mesmo cenário é utilizado, pois trata-se da mesma ilha, da mesma forma que vemos referências capazes de fazer marejar nossos olhos, trazendo lembranças do filme anterior que tanto nos emocionou.
Ai meu deus, como eu amo dinossaurinhos.
Continuando, prometo a vocês que não soltarei spoilers.
O parque é um verdadeiro sucesso, como eu já disse antes. Mas, chega um tempo em que a novidade não é mais tão novidade assim, e para ter sempre algo novo para apresentar ao público e chamar a sua atenção, a equipe de cientistas do parque desenvolvem uma nova espécie de dinossauro. Ele será a nova atração, atraindo olhares do mundo inteiro.
O Indominus Rex é um híbrido. Um dinossauro criado a partir da união de características de outras espécies, maior que o Tiranossauro Rex e aparentemente muito mais estressado que ele.
Já temos o nosso grande vilão da trama. Vocês viram os trailers, já sabem que é ele que vai tocar o terror na área. Então  não estou falando spoiler nenhum.
Indominus Rex é o tipo sacana. Sabe aquele adolescente que arruma a cama pra enganar os pais fingindo que está dormindo e pula a janela pra ir pra balada? Pois bem, se o Indominus Rex fosse uma pessoa, na adolescência ele faria isso sem um pingo de remorso. Enganador.
Nesse universo temos o nosso grande herói. Literalmente. Porque diretamente dos Guardiões da Galáxia, Chris Pratt, nosso Star Lord, assume o papel de Owen, um cara que tem uma relação bem íntima com uma das espécies de dinossauros mais letais do parque: os velociraptors.
Essa ligação entre eles vai ter uma importância muito grande pra história. E o mais legal disso tudo é que enxergamos que Owen possui uma ligação de amor com esses animais. Respeito. Ele não vê o trabalho apenas como algo por dinheiro, ele faz porquê gosta e trata aqueles animais com garras e presas ameaçadoras como seus bichinhos.
Em contrapartida, temos a personagem de Bryce Dallas Howard, Claire, que mesmo sendo uma mulher  aparentemente frágil, vestida em sua roupa de marca e seu salto alto (ela nunca desce do salto), vai aprender muito mais sobre o parque do que julgou imaginar. Ela vê tudo como dinheiro, dinheiro, dinheiro. Aquilo é um negócio, e ela quer que seja sucesso o tempo todo. Imprevistos acontecem, horas.
Mesmo que um ou outro seja devorado por um dinossauro. Acontece, né? Fazer o quê.
Mas, as coisas mudam de figura quando ela vê seus sobrinhos em perigo.
Que sobrinhos? Vamos recapitular.
Assim como no filme anterior nós temos crianças em perigo, a fórmula se repete nesse. E podemos dizer que a fórmula ficou excelente.

Claire recebe a visita de seus dois sobrinhos para passar o final de semana com ela no parque, mas, muito ocupada, encarrega sua assistente de ficar com eles no primeiro dia. No segundo ela tiraria folga do seu trabalho como administradora do local e se dedicaria à família.
Gray, (não é Grey, então voltem e leiam de novo porquê sei que muitas de vocês devem ter suado ao imaginar o senhor das algemas no filme) é um garoto que entende tudo de dinossauros, enquanto que sei irmão Zach, na fase pré-adolescente, só quer saber de paquerar as menininhas, mesmo que durante o filme não tenha oportunidade de chegar em nenhuma delas. Com excessão da namoradinha que deixa pra trás, lógico.

Tudo corre bem, tudo é muito lindo. O parque é maravilhoso. Claire cuida da administração, Owen cuida de seus raptors. Mas, algo acontece e PAH! A indominus Rex consegue escapar de seu cativeiro. Isso tem no trailer, não é spoiler.

OMG. Quando eu vi aquele bicho, gigante, maior que um T-Rex, saindo com toda sua pompa elegância, eu pensei: ferrou de vez.

A trama não demora a nos levar rumo a fortes emoções. Ela não é aquela coisa parada, que a gente cochila esperando que algo realmente legal aconteça. Ela é ágil, dinâmica, agitada. A ação está presente em cerca de 90% do filme, e sempre tem uma nova emoção prestes a ser jogada na sua cara.
Pah!

Existem muitos personagens espalhados pelo filme, e isso pode levar a parecer que as histórias ficarão confusas e que em algum momento o filme vai se perder. Calma, isso não acontece. Tudo é perfeitamente entrelaçado, e algumas revelações são do tipo que nos fazem dizer: woooowww. Então é isso?

Chris Pratt está PERFEITO no personagem. Assim como Bryce Dallas. A imagem inicial que temos dela no filme se contrapões com os momentos finais. A evolução da personagem e suas mudanças de expressões são maravilhosas. Gente, eu shipei esse casal do início ao fim.

Dirigido pelo não tão conhecido Colin Trevorrow, Jurassic World tem a marca do já consagrado Steven Spielberg. A trilha sonora ficou por conta de Michael Giacchino(vencedor do Oscar por Up – Altas Aventuras), e os últimos segundos do filme nos fez retornar há dez anos atrás, sentindo exatamente a mesma emoção que o seu antecessor.

Até então, nenhum filme havia me feito pular da cadeira ou gritar em um cinema. Sim, eu resmungo ou reclamo, ou converso com os amiguinhos das cadeiras vizinhas. Mas Jurassic World me fez pagar micos, como saltar, ou gritar (sem querer), ou perder o fôlego. Eu realmente aproveitei a emoção do filme do início ao fim. Sem paradas, sem descanso.

Mais do que ter uma história bem contada, Jurassic World tem uma tecnologia maravilhosa, cenas de tirar o chapéu, desfechos emocionantes e atores dignos de aplausos.
Acho que nenhum filme me fez sentir até hoje o que eu senti com esse filme, não ao menos no cinema. Cumpriu bem seu papel e por isso eu não posso dar menos do que 10 para essa obra magnífica.

Fonte: http://www.leitoresanonimos.com.br/2015/06/critica-jurassic-world.html?m=1

Crítica: o que esperar de “Cidades de Papel – O Filme”? A gente te conta.

É fato que John Green é um desses autores que consegue falar diretamente com seu público e passar sua mensagem de forma leve e descontraída. Também é fato que em cada um de seus livros, ele traz alguma coisa nova, legal, diferente, que possa ser levada como aprendizado e enriquecendo ainda mais aqueles que se deliciam com suas histórias. Também é fato que seus livros se tornaram uma verdadeira febre entre os adolescentes, o que não é pra menos, tendo em vista que ele escreve a língua que esses adolescentes falam.

Green é simples, humilde e modesto, mas ao mesmo tempo ele é espetacular e mágico. Ele tem um humor sagaz e uma natureza jovem que ultrapassa as fronteiras da idade, embora ele nem seja velho.

Vocês notaram que estou puxando bastante o saco do John Green, né? É fato.

Assim como também é fato que depois do estrondoso sucesso de “A Culpa é das estrelas” no ano anterior, ficou no ar uma dúvida de se “Cidades de Papel” também conseguiria levar sua mensagem para as telonas, assim como Green levou para o papel.

A culpa é das estrelas foi um filme para chorar. Cidades de Papel é um filme para sorrir. Embora ambos sejam também para refletir.

Pra começar, é bom deixar claro que a mensagem passada pelo filme vai além do que estamos acostumados a ver nas histórias de adolescentes em busca do amor de sua vida. Cidades de Papel não é uma história de amor, é uma história de amizade. Ou melhor, é sim uma história de amor, mas amor  na sua forma mais pura: a amizade.

Não se preocupem que não irei soltar nenhum spoiler na resenha, então leiam a vontade e sem trauma.

Margo e Q

Pra inicio de conversa, a história tem como tema central o jovem Quentin, interpretado por Nat Wolff, e a menina rebelde Margo Roth Spoiegelman, interpretada por Cara Delevingne. Porém, engana-se quem acha que o filme é todo focado no romance de Q e Margo. Existem personagens coadjuvantes, e um deles consegue ser tão carismático que sempre que está em cena, (e isso acontece em 90% delas) ele chama toda a atenção para si mesmo.

Ben, interpretado por Austin Abrams, é um dos melhores amigos de “Q”, e faz o estilo “garoto pegador”, mesmo que não esteja pegando ninguém.

O cara é uma figuraça e vai fazer você se perguntar: dos meus amigos, quem é o Ben? Se você não achar a resposta, amigo, eu acho que o Ben é você.

Radar, Q e Ben

Logo no início nos deparamos com a voz de Quentin citando o que, ao meu ver, é uma das partes mais bonitas do livro. Ele fala sobre cada um ter o seu milagre, e que pra ele, Margo era o seu. Ela muda-se ainda pequena para a rua do garoto, e a partir desse momento, quando ele se depara com aquela figura de uma garota apaixonante para sua idade, passa a carregar por ela uma paixão secreta. A amizade logo nasce, mas ela não tem força o suficiente para acompanha-los pela adolescência.

Um dia, no meio da noite, exatamente do nada, Margo surge na janela de “Q” fazendo um convite meio louco. Ele poderia muito bem recusar, mas quem recusaria um convite daqueles belos pares de olhos claros?

Eles tem uma aventura épica durante a madrugada, e aquilo desperta em Quentin uma esperança de que a partir daquele momento tudo possa mudar. E realmente muda.

No dia seguinte Margo desaparece, some, evapora. E Quentin se vê tendo que encontrar pistas para descobrir onde a garota se meteu e enfim declarar todo o seu amor por ela.

Com seus amigos Radar e Ben a tira colo, ele decide descobrir onde seu amor se meteu, e o desfecho dessa história vocês precisam conferir nos cinemas.

Mais um grande diferencial desse filme é que ele traz fatos que até então nós não poderíamos imaginar. Como o julgamento de Margo sobre seus amigos, será que todos são culpados do que ela realmente os acusa? Será certo ter raiva de alguém sem nem antes conversar com a pessoa e saber se ela tem algo a ver com o que está lhe magoando?

Seria Margo uma incompreendida ou apenas uma maluca?

A busca de Radar, Q e Ben por Margo. Essa cena é ótima.

Comecei a resenha falando de Fatos. E uma coisa é fato, “Cidades de Papel – O filme” conseguiu ser ainda melhor que o livro. Quando ouvi John Green falando isso, logo imaginei que se tratava apenas de uma jogada de marketing dele, mesmo que sem perceber. Que apenas estava maravilhado com a obra finalizada e que quisesse passar isso de alguma forma. Mas o Fato em questão é que realmente o filme conseguiu ficar ainda melhor que o livro. Uma cena em especial ficou perfeita e magnífica, e ela tem a ver com Pokémon. Se assim como eu, vocês acompanharam as matérias e entrevistas de Green e Nat, já devem estar esperando por isso. Realmente ficou ótimo, e essa cena não está no livro.

Os roteiristas do sucesso anterior (ACEDE), Scott Neustadter e Michael H.Weber, mantiveram o bom trabalho e apresentaram uma obra bem baseada, com explicações para todos os fatos e muito bem elaborada. Mesmo com a mudança de direção, que ao invés de Josh Boone contou com Jake Shreier, o filme não teve sua fórmula de sucesso alterada ou prejudicada.  Incrível como a produção de Marty Bowen e Wyck Godfrey conseguiu trazer o clima adolescente em fim de período escolar para as telonas e nos emocionar profundamente com essas mudanças que acontecem em nossas vidas nesta fase.

Uma coisa também preciso falar: existe uma certa participação especial, de um certo ator que nós, fãs dos trabalhos de Green, aprendemos a amar. Não vou dizer quem é, não quero cortar o clima de vocês, mas quando ele aparece a gente fica tipo “Aeeeeee”. É uma cena rápida, mas muito significativa. O tipo galã mostrando um tatuagem. Ah, gente, vocês precisam ver.

John Green, a mente por trás de “Cidades de Papel”.

Cidades de Papel mostra que não é necessário atores mundialmente famosos para se fazer um filme de sucesso, mesmo que Cara esteja se tornando figurinha carimbada em  Hollywood e Nat venha se firmando dia após dia nesse meio. Mas com seus personagens secundários bem construídos, todos tiveram oportunidade de mostrar seu talento e de ter seu minuto de fama. Bons minutos por sinal. Cidades de Papel é um presente de John Green e da Fox para todos nós, que cansados de Chorar com A Culpa é das Estrelas, merecíamos sorrir um pouco, e entender que entre todas as formas de amor, a amizade ainda continua sendo uma das mais belas.

Sincero, bonito e apaixonante. A história de todos os adolescentes mostrada por um grupo que com certeza vai ser impossível não se identificar com um deles sequer.

Vamos deixar o nosso 9 e os parabéns pela obra.

Já queremos ver de novo, e com dobradinha.

Fonte: http://www.leitoresanonimos.com.br/2015/07/resenha-o-que-esperar-de-cidades-de.html?m=1

Crítica: “A Escolha Perfeita” para o cinema hoje!

Vamos lá começar mais uma de nossas maravilhosas críticas:
Quem não estava com saudade das Bellas?
E quem não cantou (e aprendeu a fazer o cup song) When I’m Gone? Pois é.
Quando “A Escolha Perfeita” trouxe ao mundo as Barden Bellas em 2012, todos nós cantamos juntos, rimos muito e nos divertimos com Beca (Anna Kendricl), Fat Amy (Rebel Wilson), Chloe (Brittany Snow), Aubrey Posen (Anna Camp), entre outras personagens.

No primeiro filme, a “Pitch Perfect” é Beca, uma jovem que acaba de entrar na faculdade de música com o sonho de ser produtora musical. Apesar de estar infeliz por ter que estudar na faculdade onde seu pai é professor e de ser rebelde, no desenrolar da trama ela encontra as Barden Bellas e, mesmo relutante, se envolve com o grupo a capella e ajuda as meninas a descobrirem uma nova forma de mostrar suas vozes.

E o que acontece? Elas ganham o Campeonato Regional de a capella, e Beca ainda leva como “bônus” Jesse Swanson (Skylar Astin) do grupo adversário The Treblemakers, que se torna seu namorado.

No segundo episódio da trama temos uma nova integrante: Emily (Hailee Steinfeld), que é filha de uma Barden Bella da década de oitenta e que surpreende a todos com a sua voz, seus sonhos e sua doçura. Após a desastrosa apresentação para o aniversário do presidente, onde Fat Amy deixa suas partes íntimas à mostra, as Barden Bellas tentam provar ao mundo o seu valor e a grandiosidade de suas vozes. Como tudo que está ruim pode sempre piorar, elas perdem seu cargo de queridinhas e são substituídas pelos campeões europeus “Das Sound Machine”, que são extremamente talentosos e sincronizados. Sem contar com a chefe do grupo que é linda, diga-se de passagem.

As Barden Bellas estão de volta para conquistar o mundo e para provar a força da amizade,  e mostrar como lidar com suas próprias diferenças. Além de ser muito engraçado, o filme trata um tema muito importante para todos nós em algum momento de nossas vidas: o término da faculdade.
Os receios, as expectativas e as oportunidades. O roteiro envolvente e tocante, somado com as maravilhosas performances te fazem cantar junto com as Bellas e se emocionar.

Não vai ficar de fora dessa, né? Vá ao cinema ter um encontro com Barden Bellas.

Fonte: http://www.leitoresanonimos.com.br/2015/08/critica-escolha-perfeita-para-o-cinema.html?m=1

Crítica “Jogos Vorazes: A Esperança – O Final” – O que dizer sobre o filme mais bombástico do ano?

Estamos aqui mais uma vez vivendo aquele momento de despedida.

Você conhece uma saga, lê todos os livros, vê ele surgindo no cinema e passa a acompanhar com o mesmo afinco e dedicação com o qual virou todas aquelas páginas amareladas e sofreu em cada momento. Porquê, amigos, sofrimento é uma palavra que nos acompanha desde “Jogos Vorazes”, seguindo por “Em Chamas” e terminando com “A Esperança”, seja Parte I ou O Final, nas telonas.

Depois de vivermos uma “A Esperança – Parte I” focada numa luta midiática, onde a Capital e o Distrito 13 tentavam mostrar quem tinha mais força, entramos em uma nova etapa que busca entrar em um campo de guerra de maneira mais direta. Agora chegou a hora de, enfim, tirar o Presidente  Snow do poder e dar a liberdade que Panem tanto deseja. E é agora, amiguinhos, que eu sento-me em minha confortável cadeira e começo a tecer essa linda crítica de um filme que eu acompanhei desde o início, vendo Jogos Vorazes em uma sala de cinema com pouco mais de 20 pessoas, e terminando com “A Esperança – O Final” em uma sala lotada, com gente até a tampa.

Pra início de conversa, me conterei e não soltarei spoilers. Acredito que alguns podem não ter lido os livros, pois pra quem leu não haverá muitas surpresas, uma vez que o filme seguiu o que consta nas páginas e fez uma excelente adaptação, mesmo que com algumas intervenções no percurso.

Depois da parte 1 ter finalizado com Peeta quase matando Katniss estrangulada, O Final inicia dando sequência aos acontecimentos anteriores, com um Tordo praticamente sem voz e com marcas rochas pelo pescoço.  O choque com a forma como Peeta reagiu é claro, bem perceptível. A ponto de fazer com que nossa querida Srta. Everdeen passe a tê-lo como um inimigo.

O estado em que o padeiro se apresenta é realmente de dar dó. Aqui, temos que aplaudir a atuação de Josh Hutcherson, que desde o primeiro filme soube levar o personagem exatamente como os fãs dos livros (inclua-me nisso) esperavam. Hora, um orador nato. Depois, um rapaz perturbado, em seguida, alguém tentando recuperar sua consciência. Josh é sem sombra de dúvidas um dos melhores atores dessa geração, pois conseguiu mostrar diversas facetas de Peeta, mostrando mais do que poderíamos esperar.

Além disso, eu gosto muito de frisar que essa série não é um romance pela qual os rapazes lutam pelo coração da mocinha, mas uma história de guerra e sobrevivência. Peeta tem que lidar com seu novo estado, que é resultado da guerra em que se meteram. Katniss precisa lidar com as consequências da guerra, iniciada de maneira indireta por ela, ainda na arena. Gale, que ganha um destaque a mais nesse filme, assim como no livro, também é quem precisa lidar com a guerra, principalmente devido a seus atos que levam a fatos bombásticos.  Super bombásticos, por sinal.

Jennifer Lawrence é mais um nome a ser aplaudido. A frieza de Katniss, que muitas vezes parece não ter nenhum tipo de sentimento diante de situações complicadas e repletas de emoção, é algo digno de elogios. Soube pegar toda a carga dramática, com sua frieza tão típica, e tornou nossa heroína única. Não tem muito o que dizer sobre ela, a gente já conhece e sabe que ela é uma destruidora de forninhos.
Jenn, minha gata. Só não te amo mais por falta de espaço.

Logicamente que como toda adaptação, cortes são feitos e algumas mudanças acontecem para que o andamento do filme siga o que os seus diretores e o público espera. Alguns momentos passam muito rápidos, e outros simplesmente não existem. Mas a gente entende que isso é necessário quando vê que o filme tem duas horas de muita adrenalina e emoção.

O diretor, Francis Lawrence ( que mesmo tendo o mesmo sobrenome de Jennifer não tem parentesco nenhum com ela), leva o filme de maneira brilhante. As cenas e o dinamismo aplicado são marcantes. Chega um momento em que o filme engatilha uma série de ações que nos leva a crer que a guerra nada mais é que uma nova arena, onde a Capital se diverte vendo nossos rebeldes correndo perigo e morrendo aos montes. E as mortes não ficam apenas na esfera dos figurantes, mas avançam para os personagens que aprendemos a amar.

Gostaria de ter visto um pouco mais de Jena Malone. Mas, mesmo aparecendo pouco, a trama fez com que ela tivesse uma importância na ida de Katniss para a guerra.

Algumas cenas, como as em que eles estão no subterrâneo, são de tirar o fôlego. Sem falar que quando os Bestantes (seres criados pela Capital pra ferrar com a vida de todo mundo) aparecem, uma trilha de mortes surge e faz com que tenhamos vontade de berrar com quem escreveu a história. Mortes, lembra? Eu falei que personagens importantes iriam morrer.

Eu sabia que um personagem que eu gosto muito iria encontrar o fim naquele local frio e sem vida. Mas a expectativa e a ansiedade fizeram com que eu roesse o que restava de todas as minhas unhas. E quando enfim a morte aconteceu e fiquei igual a Katniss: paralisado, sem reação. Queria apenas que alguém me agarrasse e tirasse da sala. Mas, eu precisava ser forte e me manter lá, sentado, engolindo o choro e preparando-se para tudo o que ainda estava por vir.

Além disso, outros personagens que aprendi a gostar também se foram.

O que eu acho incrível é como podemos nos apegar a personagens que só conhecemos agora, na reta final. E nos lamentarmos quando eles vão embora.

Quando achamos que as coisas estão pegando um caminho mais ligth, BUM.

O jogo político tramado por Snow e Coin são daqueles que nos fazem pensar sobre o mundo em que vivemos e as pessoas que nos cercam. Existe uma grande lição nesse filme que vai muito além do romance. É política. Tramas. Negociações. Pessoas usando umas as outras para obterem proveito próprio. Suzanne Collins conseguiu com sua série fazer com que temas importantes entre em foco. Além disso, ele é um filme repleto de mulheres fortes, guerreiras.

As mulheres são as grandes figuras de toda a trama. E não estou me referindo apenas a Katniss, mas também a Coin, Prim, Paylor, Jackson e muitas outras.

Depois de tanto tempo acompanhando esses jogos vorazes de perto, sendo expectador e sofrendo com cada personagem, nos deparamos com um final realmente épico. Esperei muito do filme, e não me arrependo em nenhum momento. Acho que aqueles que leram os livros ficarão extremamente satisfeitos. Aqueles que não leram, bem, terão fortes emoções.

Jogos Vorazes foi uma franquia como poucas, que nos fez pensar em cada momento, cada cena, cada diálogo. Trilhou um caminho rumo a consagração e agora entra para o Hall das séries que jamais serão esquecidas.

Deixamos aqui nosso 9,0 e nossas saudades. Queremos ver de novo pra sofrer mais um pouco.

E se alguém me pergunta: você amou esse filme. Verdadeiro ou falso?

Verdadeiro. Respondo. Sem precisar pensar demais.

Fonte: http://www.leitoresanonimos.com.br/2015/11/critica-jogos-vorazes-esperanca-o-final.html?m=1

Crítica: X-Men Apocalipse

Essa semana foi pra lá de especial para os fãs de cinema e sobretudo para aqueles apaixonados pelo universo mutante. A estreia de X-Men Apocalipse movimentou todas as salas de cinema do Brasil em uma quarta-feira que tinha tudo pra ser parada, mas que mostrou ter sido um dia da semana pra chamar de nosso. Aconteceram pré-estreias do filme por diversas partes do país, seguida da estreia no dia seguinte, e é por esse motivo que estamos aqui hoje. Para falarmos sobre o novo filme da franquia de mutantes mais amadas do planeta e o que achamos dessa produção.
Depois de mostrar todo seu empenho com “X-Men 2” e  “Dias de um futuro Esquecido”, Bryan Singer retorna a franquia com o trabalho de apresentar aquele que promete ser um dos maiores vilões da série, além de dar continuidade a um arco que tem como objetivo apresentar os fantásticos mutantes em sua forma jovem, onde temem a si mesmos e descobrem seus poderes.

O filme tem como foco o surgimento de um dos mutantes mais antigos da humanidade. En Sabah Nur, interpretado por Oscar Isaac, logo fica conhecido como Apocalipse, pois suas aparições sempre trouxeram com ele o Caos, a destruição. Mesmo tido como o mutante original, é possível vermos logo de cara que isso não é tão certo assim. Se o mutante em questão utiliza de poderes de outros mutantes para se fortalecer, logo se entende que é preciso ter outros dele ao seu redor. Além dos quatro guerreiros que sempre o seguem e o protegem. Então, já temos de cara um ideia de que ele é sim o mais forte, mas, ao meu ver, talvez não seja o primeiro.
Continuando, depois de anos adormecido, Apocalipse ressurge em meio a um civilização que ele desconhece. Foram anos “dormindo”, e agora ele está com sede de vingança, desejando acabar com o mundo como ele existe e criar uma nova era. Para conseguir tal feita, ele passa a buscar 4 seguidores que possam apoiar seus atos e ajudá-lo nessa tarefa. É ai que ele acaba por se aproximar e conquistar a confiança de Magneto (Michael Fassbender), Psylocke (Olivia Munn), Anjo (Ben Hardy) e Tempestade (Alexandra Shipp). Essa será a nova formação dos quatro cavaleiros do apocalipse.
Se temos os vilões da história já muito bem apresentados, por outro lado temos um time de mocinhos que devem proteger não apenas a própria pele como de toda a humanidade. James McAvoy continua arrasando na pele de Charles Xavier, o líder dos mutantes que tem pensamentos de paz e harmonia. Ele possui em sua instituição uma nova leva de alunos que promete mudar a história de suas vidas e do próprio Charles. Sophie Turner dá vida a jovem Jean Grey, Tye Sheridan é Ciclope e Kodi Smit-McPhee interpreta Noturno. Sobre esses três nomes podemos falar claramente que foram ótimas escolhas para os papeis.
Sophie Turner é inegavelmente um dos melhores apanhados que a produção do filme poderia ter encontrado. Se tínhamos algum medo antes de sua escalação, depois de algumas cenas passamos a ver que ela realmente foi a escolha perfeita para o papel. Em um dos momentos da batalha final, onde ela é de primordial importância, temos um momento de êxtase. Simplesmente magnífica. Tye não deixa por menos como o Ciclope, conseguiu se entrosar e de cara percebemos o encantamento do rapaz pela jovem Jean. Quanto ao nosso querido Noturno. Bem, acho que o Kodi deve ter assistido todos aqueles desenhos animados que a gente adorava ver na nossa infância. Não tem como não amar o sotaque e o jeito completamente religioso do mutante. Eu me senti nos tempos de escola, quando tudo que eu queria era voltar pra casa mais cedo pra poder assistir ao desenho animado dos X-Men.
Dos antigos temos a maravilhosa Jennifer Lawrence, como a estonteante Mística, Nicholas Hoult dando seu corpo mais uma vez para  Fera e Evan Peters que arrebentou, de novo, como Mercúrio. Digamos que ele rouba a cena em mais uma daquelas sessões de câmera lenta, assim como no filme anterior. Para nossa alegria, dessa vez temos algo ainda mais demorado, pra degustar aos poucos. E não apenas uma vez, diga-se de passagem.
Algo que eu gostaria de ressaltar é a aparência do vilão apocalipse. Desde que suas primeira imagens surgiram nas redes, diversos memes tomaram conta o comparando com os Power Rangers. Temos que confessar que as primeiras imagens foram realmente bem complicadas de se engolir. Porém, quando o filme começa já apresentando a história do vilão em questão e passa para os dias atuais, toda aquela “armadura” até que passa a ter um sentido. Afinal, ele vem de outra era, onde os grandes deuses possuíam toda pompa e elegância que o vemos esbanjar. E é assim que ele era reverenciado, como um Deus. Quanto a Psylocke, Tempestade e Anjo, não é tão claro quais motivos os levaram a ficar do lado de Apocalipse nessa batalha. A principio o que aparenta é que eles apenas o temeram ou simplesmente foram gratos por ganharem “agrados” do vilão. O único que realmente parece ter um motivo justo é Magneto. Esse por sinal nos apresenta uma face até então desconhecida do público, capaz de nos comover com sua história.
Um ponto que particularmente poderíamos ter para reclamar é do fato de Jennifer Lawrence aparecer muito mais como uma humana do que na pele originalmente azulada de Mística. Hollywood não poupou em aproveitar a linda carinha da jovem na telona, embora até para isso haja uma explicação plausível.
Além disso, no último trailer apresentado vimos que o filme contaria com a participação de um dos mutantes mais amados por todos os fãs da franquia. Se você viu o trailer, sabe de quem estou falando. Se não viu pode correr pra ver de quem se trata. Não citarei o nome especificamente por motivos de ” não soltarei spoilers”, porém, é uma cena eletrizante e que se encaixou muito bem na trama tendo em vista os fatos ocorrentes no último X-Men.
E para quem acha que acabou, ainda temos uma cena pós-créditos que mostra que ainda tem muito mais X-Men vindo por aí. Ah, antes que esqueça, a participação de Stan Lee poderia ter sido melhor, né?
Entre erros e acertos, o filme cumpre seu papel de entreter e mostrar uma nova linha temporal, já previsível desde seu antecessor. Agora só nos resta esperar pelo que virá pela frente e torcer para que não demore tanto tempo para que possa vir uma continuação. Queremos mais desses mutantes que tanto amamos em cena. Queremos mais X-Men.
 
Nota: 9,0
Fonte: http://www.leitoresanonimos.com.br/2016/05/critica-x-men-apocalipse.html?m=1

Crítica: Alice Através do Espelho

Para quem ficou encantado com Alice no país das maravilhas, com certeza deve ter ficado louco, contando os dias e marcando um ‘ x ’ no calendário, esperando pelo bendito dia 26 de maio. Sim, essa foi a data de estreia de Alice através do espelho! E sim, eu passei por todo esse ritual de espera com uma mistura de ansiedade.

Bom, Alice através do espelho é uma continuação da história de Alice no país das maravilhas. O filme começa com a protagonista, em uma de suas aventuras desbravadoras pelo mar, como seu pai fazia. Já no início, ela se mostra bastante capaz, pois ela é a capitã do navio, navio esse que só tem homens. Poder tá aí!

No fim dessa jornada, Alice (Mia Wasikowska)volta para casa e encontra tudo uma bagunça, Hamish (Leo Bill) tomou o lugar do pai, que faleceu e fez bastantes mudanças pela companhia, a começar pelo fim de novas viagens, como as que Alice fazia. Alice discute com sua mãe e fica aquele clima de: tenho que sair daqui para pensar o que fazer da vida, pois tudo está confuso! Nessa busca por uma luz, Alice acredita ver Absolem, (sim, ela vê) e o segue e até um espelho, em um dos quartos da casa de Hamish, onde uma festa está sendo dada.

A aventura começa quando Alice entra no espelho e saí no País das maravilhas. – AI QUE SAUDADE – . De cara, Alice descobre através de Mirana (Anne Hathaway), que seu melhor amigo, o Chapeleiro (Johnny Depp), está passando por maus bocados e precisa de ajuda. Quando Alice reencontra o Chapeleiro, a emoção é grande e ao mesmo tempo intrigante, pois o Chapeleiro revela que sua família está viva e que ele precisa de ajuda para encontra-los. Mirana mostra a Alice a única alternativa para que ela possa ajudar o amigo: ela precisa ir na casa do Tempo, pegar a cronoesfera, uma bola de metal que controla o tempo, que fica no centro do grande relógio. Alice não pensa duas vezes e se manda atrás de conseguir a cronoesfera e ajudar o Chapeleiro.

Ao embarcar nessa busca ela descobre que o Tempo (Sacha Baron Cohen) é um homem, muito engraçadinho por sinal hahaha. Ela pede educadamente pela cronoesfera e é claro, que como guardião do tempo, ele não pode “empresta-la” a Alice. Mas quando o assunto é salvar seus amigos, a queridinha não pensa duas vezes e rouba o globo do tempo, em um dos momentos que o Tempo se encontra com sua nova boysinha: Iracebeth (Helena Bonham Carter), a rainha de copas. Sim, eles estão tendo um romance! Mas no fundo, tudo que a rainha de copas quer, é pegar a cronoesfera, voltar no tempo e se vingar de todos que a prejudicaram.

Alice começa sua busca por modificar o passado e fazer com que os pais do Chapeleiro não morram. Mas ela percebe que não consegue alterar o passado, mas sim, aprender com ele, assim como o Tempo já havia lhe dito antes. Nessas observações no passado, Alice descobre que a família do Chapeleiro não morreu e que eles só poderiam estar com uma pessoa malvada o suficiente para esconder isso por tanto tempo: Iracebeth! Ela descobre também o que aconteceu com a rainha de copas e o porquê dela ter se tornado má e rancorosa como é. O mais fofinho é ver os personagens novinhos no passado!

Enquanto tudo isso acontece, o Tempo procura loucamente por Alice com o intuito de pegar de volta a cronoesfera e trazê-la de volta ao centro do grande relógio. Quando Alice volta, em busca de reforços para resgatar a família do Chapeleiro, Iracebeth rouba a cronoesfera e volta no tempo para desfazer o que aconteceu na sua infância, mas sabendo que isso não era possível e ainda por cima, ficando cara a cara com o seu eu no passado, tudo começa a se desconstruir e congelar. E tudo que precisa ser feito é trazer de volta a cronoesfera e coloca-la no centro do grande relógio.

Esse é o momento de desespero, tanto para a aventureira, quanto para você que está assistindo! Será que tudo volta ao normal? Será que o Chapeleiro encontra sua família? Será que Alice volta para o mundo real cheio de incertezas? Será?

O que tenho a dizer é que o filme é encantador demais! Onde mostra que devemos confiar nos nossos sonhos, não acreditar no impossível e viver fazendo aquilo que a gente gosta e ao lado de quem a gente ama! Os personagens são cheios de personalidade e isso faz com que a gente queira muitas aventuras nesse País das Maravilhas! Imagina passar o dia nesse mundo? Quer sentir esse gostinho? Então assista a Alice através do espelho, vai ser a palhinha mais gostosa que você vai ter dessa aventura!

Nota: 9,5

Fonte: http://www.leitoresanonimos.com.br/2016/05/critica-alice-atraves-do-espelho.html?m=1

Crítica Deadpool – Mais que F%d@, se é que isso é possível

A espera pela estreia do (anti) herói mais aguardado dos últimos tempos nas telonas não vai ser do tipo que deixa a desejar. Depois que o astro Ryan Reynolds vestiu a camisa do herói e comprou essa briga, todos nós, fãs, acompanhamos essa novela de perto até os dias de hoje. Agora, estamos aqui para poder contar para vocês o que achamos de DEADPOOL, e não se preocupem, é sem spoilers.

Pra início de conversa, SIM. O Filme é simplesmente FODÁSTICO, como a gente esperava que fosse. Os nossos medos de que algo pudesse fazer com que o nosso mercenário tagarela perdesse um pouco de seu jeito peculiar de ser para abrir espaço para uma faixa etária mais baixa em sua exibição foi algo que nos atormentou por muito tempo.

O filme já inicia com o anúncio de que esse é “mais um filme de super-herói”, que tem em seu enredo, como sempre acontece, “mais uma garota gostosa” e como a cereja do bolo, “mais um vilão de sotaque britânico”. Ponto. É assim que os personagens são apresentados. Nada de nomes, mas adjetivos. E que adjetivos.
Ryan Reynolds, que nos primeiros minutos de filme já mostra que nasceu para esse papel, atuou não apenas como ator mas também produtor. Ele tem total convicção de que o que está produzindo e oferecendo vai muito além do que muitos estão acostumados, e isso é algo que nos agrada e muito. nesse ponto, agradecemos a FOX por ser a detentora dos direitos do personagem. Um filme produzido pela MARVEL jamais teria o mesmo estilo aplicado na trama. Ele seria livre para todos os públicos, e não com restrição de idade, como deveria ser. Sem violência, sem palavrões, sem sacanagem. Dá pra esperar menos que isso de Deadpool? Não, né?

Para quem ainda está por fora, o que eu acho praticamente impossível depois da enxurrada de divulgações maravilhosas que tivemos, o filme mostra a vida do mercenário Wade Wilson ao qual logo descobrimos o motivo de ser chamado de tagarela. Ele leva uma vida normal, utilizando de seus muscúlos e de seu porte atlético e agilidade para dar pequenos golpes e conseguir o que precisa para se manter. Em meio a isso, ele conhece uma linda prostituta chamada Vanessa Carlysle, interpretada pela nossa querida e amada Morena Bacarin. Temos que dizer que esse casal conseguiu demonstrar uma química incrível. Ela é a metade que faltava da laranja do Wade.
Eles se apaixonam, passam a ter uma vida de muita felicidade. Do jeitinho deles, parece um lindo conto de amor repleto de novidades, no sentido mais erótico da palavra.
Quando tudo está correndo bem, ele é diagnósticado com câncer terminal.
O desenrolar da história a gente já sabe, aparece no caminho dele a chance de se livrar da doença e de quebra ainda ganhar alguns poderes. O vilão Ajax interpretado por Ed Skrein, irá aplicar emWade um tratamento bastante peculiar. O problema é que logo ele descobre que isso lhe custará muito caro, e que os efeitos colaterais vão lhe deixar parecendo “um abacate velho que transou com um abacate mais velho ainda”.

Algo que eu sempre gosto de parabenizar é o roteiro. É muito fácil a gente parabenizar a produção e a direção de um filme quando ele está maravilhoso e fazendo o maior sucesso, mas não podemos deixar de dar crédito e tirar o chapel para aquela galera que fica cuidando do roteiro, pensando em colocar as falas certas nos momentos certos, dar liga as emoções escritas no papel. Nesse quesito os roteiristas Rhett Reese e Paul Wernick, que trabalharam juntos em Zumbilândia, fazem com que a essência do personagem não se perca.
Sensacional. Essa é a palavra que posso usar para descrever tal roteiro. As piadas não poupam absolutamente ninguém. A começar pelo próprio Ryan Reynolds, que não é apenas mais um rostinho bonito na telona, fazendo jus a todo o talento que tem. Prepare-se para dar muitas risadas com as citações a FOX, distribuidora do longa, os X-Men, Hugh Jackman e até Liam Neeson, que confesso, foi uma das que mais me fez cair na gargalhada.
Esse é um daqueles filmes que você não pode parar pra conversar com o vizinho da cadeira ao lado. a cada segundo, uma nova piada é lançada aos seus ouvidos, ágil, ascido, afiado, direta.

Por mais que a trama inicialmente possa parecer simples, onde o herói quer apenas salvar a mocinha e se vingar do cara que destruiu sua vida, ele consegue apresentar o personagem de maneira majestosa e agradar a todos. Não é por acaso que todas as críticas estão sendo super positivas, e digo mais, acredito que esse seja o melhor filme de herói a ser lançado esse ano. Sei que é muito cedo pra dizer isso, acredito que teremos filmes maravilhosos, mas não sei se conseguirão ter a mesma maestria e cara de pau que Deadpool teve para fazer algo tão perfeito.

O filme trabalha com cenas de corte que mostram passado e presente, afinal, ele começa com Wade explicando exatamente o que aconteceu com ele para chegar até onde chegou. Esse é mais um aspecto interessante, o filme aparenta um diálogo entre personagem e público, o que causa uma ligação muito mais forte entre quem assiste e quem está na telona. Parece que ele está conversando com você, o que de fato, é.
As cenas de ação, que marcam a estreia de Tim Miller como diretor, são ótimas. Exxiste um grau de violência do tipo que você não perde por esperar. Ele é tão violento quanto é bem humorado. Somos prestigiados com algumas cenas em câmera lenta que dão um ar muito mais especial. Perfeito.
Deadpool é daqueles filmes que a gente espera ansiosamente e que quando confere tem uma agradável surpresa. Consegue sair melhor que a encomenda.

Ah, e tem cena extra depois dos créditos. Fica até o fim que você ainda vai dar mais uma risada.

Nota: 10

Fonte: http://www.leitoresanonimos.com.br/2016/02/critica-deadpool-mais-que-fd-se-e-que.html?m=1